segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Grande Gigante
domingo, 11 de novembro de 2012
Seres Pessoa
segunda-feira, 14 de maio de 2012
(tentativa de..) Conversa com Leminski
inverno
inevitável
céu cinza, muita lã
um frio vazio
ou vazio frio?
assim que chega, morro
sem sentido eu corro
vida cega, surda e vã
inevitável,
inferno
chove la fora
mas aqui dentro
só tempestade.
Eterno Retorno, Enterro Retórico
Paradoxalmente, devido a insatisfação caótica e a constante perda de sentido se constrói todo novo sentido.
Nada Alem de Nada.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Lembranças de...
Lembranças registradas em um instante
Sorrisos sinceros, caretas, e beijos.
Saudade do que se foi e não volta
Fragmentos dos sentimentos, singelos.
Expressam às vezes mais que palavras
Fica tudo subentendido num simples olhar
Amigos, amores, risadas e alegrias.
Agora já não são nada mais que passado
Passamos, continuamos a viver.
Nunca mais seremos os mesmos
Lembrando e cultivando momentos assim
Construímos nossa historia
Velhos então, ao redor de uma fogueira.
Relembraremos de carnavais esquecidos
Talvez até de histórias sem fim
E na verdade tudo acaba como deveria começar
Cansados então, deixamos as nossas vivências.
Para serem contadas por outros
Em outras fogueiras
E quem sabe ate após falecermos
Renasçamos em um belo sorriso
Tempo, mano velho.
Se o tempo logo passa
E o relogio descompassa?
Tens o tempo de uma vida
A espera que decidas
Aquilo que a mente esquecida
Não sabe mais se é volta ou ida
Tic tac tic tac
Correm os ponteiros do relógio
Cortam as horas a cada segundo
Tempo por quê?
Se adianta ou atrasa
E então não há graça
Na vida nem na farsa?
Acaba vencendo a esperança
O coração esgotado se cansa
Quando o veneno sobe a lança
Tic tac tic tac
Passam os minutos, cessa o ódio.
Toda dor que rege esse mundo errante
Já é passado no próximo instante.
(i)ST(oé)ART(e)
Que parte de dentro pra marte.
Faz parte do parto de um novo partir.
Um novo partido onde a arte
parte do peito pra fora.
Bem aqui, bem agora!
Um presente singelo, formoso e belo.
A arte em preto, branco, azul e até amarelo.
Não interessam as cores,
o que importa são os elos.
Belos.
Que faço aos montes antes da partida
Dessa arte que chamo VIDA!
Vida Aquarela
domingo, 9 de maio de 2010
Dúvida

Dúvida (derivado do latim dubitare) é um estado mental ou uma emoção entre acreditar e desacreditar.
Se quero e não consigo, será que posso?
se quero, posso e consigo, será que mereço?
Se consigo e mereço, pq o medo?
e se o medo for só auto-defesa?
posso então nao dar o passo.
pode passar a vida toda sem que passe,
essa vontade de querer ter certeza.
e o beijo que como brasa queima
os lábios, o peito e a alma
não deixa que eu mantenha a calma
e se for pra sofrer, será que vale?
vai ser sempre essa a questão.
Flor, cor e calor.. ou dor e rancor
de qualquer maneira, que seja assim
Amor!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Auto-Flagelo Coletivo
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Autoritarismo Ideológico
“O autoritarismo ideológico, muitas vezes, se esconde em falsos discursos de liberdade.”
O que pode ser definido como liberdade?
Avisem-me caso eu esteja tomando decisões precipitadas, mas entendo como liberdade não só o fato de libertarmo-nos do Estado. A liberdade se faz em diversos níveis, não apenas no ideológico anti-estado. Tenho a concepção de que a liberdade se dá pelo livre conhecimento e pela ausência da carência de tutores. Logo, se uma pessoa pensa e age independentemente da influencia de tutores e segundo sua própria consciência, ou seja, de forma autônoma, presumo eu, que a liberdade está explicita.
Entretanto, muitas vezes vemos ao nosso redor certa crítica à maneira de expressar a liberdade. Tenho notado que muitos vem tentando delimitar os parâmetros do modo de se expressar a liberdade. O simples fato de rechaçar, repudiar ou mesmo ridicularizar uma determinada expressão de liberdade constitui o Autoritarismo Ideológico. Como posso defender a liberdade se não posso nem mesmo reconhecê-la quando demonstrada de outra forma? Proponho aqui uma análise. Será que conseguimos reconhecer a liberdade em outras “roupagens”, em outras formas de expressá-la? Ou ficaremos presos ao falso discurso, desmerecendo a expressão de liberdade que não a nossa própria?
A liberdade está na livre expressão, na liberdade política, no pensamento livre e solto, na arte como forma de manifestação.
Não há como padronizar a liberdade. Podemos expressar a liberdade mesmo em estruturas rígidas e aparentemente imutáveis. Ao reinventarmo-nos já estamos fazendo tal ato. Se a subjetividade é por natureza criadora, certamente é também livre. Acredito que a liberdade sendo um conceito subjetivo, assim como outros, como amor, amizade, entre outros, é também primordialmente criativa. Ou seja, assim como um sentimento como amizade para cada indivíduo tem um significado diferente, da mesma forma a liberdade também é subjetiva e individual, cabendo a cada individuo criar sua maneira de expressar a liberdade
Que seja expressa, sem barreiras, qualquer forma de liberdade. Qualquer manifestação artística e política que conteste as normas de sociedade, de mundo, de existir. Sem restrições, sem ridicularizações, sem hipocrisia quanto ao que é ser livre. E se cada um tiver a capacidade de se auto-analisar e descobrir se está tendo uma conduta ideológica autoritária repressiva, e através desta analise puder ponderar-se, acredito que aí sim poderemos então ser livres de Estado, tutores, opressores, repressores e todo tipo de padronização e delimitação do modo de pensar, ser, agir e existir.
“... o ser humano pensa, tem inteligência, consciência e vontade e é livre para a formação do seu convencimento. Assim, se eu prender uma pessoa num subterrâneo, amordaçada e acorrentada, essa pessoa continua livre, pois eu não acorrento seu pensamento, a formação de suas convicções e a formação interior da sua vontade.”
(Dalmo Dallari)
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Trips or Tripping (?!)
Amyr Klink
quarta-feira, 31 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Sinestesia
O gosto de pós festa na boca ressequida, sempre vem a me lembrar, que os fatos outrora importantes, agora não passam de meras representações cíclicas de organização social.
Levanto então, com a cabeça quase explodindo, latejando, com milhões de idéias e pensamentos em revolução, loucos para serem expostos ao mundo. Olho-me no espelho e já não tenho mais aquela vontade de ser alguém. Vejo que desse todo imenso sou parte única, singular e fundamental.
Mergulhado então nesse existencialismo alcoólico e anônimo sigo tentando compreender esse mundo medíocre.
Percebo que esse admirável mundo não é nada novo.
Saio então, desse estado de coma a que fomos submetidos. Procuro encontrar novos caminhos. Reinvento-me, recrio-te. Faço minha vida, baseado em meu mundo.
Não contente de estar lúcido em meio a essa multidão de cabresto, tento alertá-los de sua estupidez. Mas como aquele que joga perola aos porcos me sinto, contando parábolas aos surdos.
Percebo, porém, que mesmo nesse mundo hostil e mediano há uma possível forma de se reinventar. Renovam-se a cada momento minhas percepções fragmentadas dessa realidade. Contudo, não é a vida que muda simplesmente. A beleza do mundo não está implicitamente nele próprio. A beleza parte dos olhos de quem se propõe a ver a vida de maneira diferente.
Assim sendo, enxergo cores onde de fato não haveria. Ouço música em meio ao transito ensurdecedor. Vejo a arte em cada objeto. É então, quando a imaginação e o conhecimento se cruzam, trazendo a inversão dos papeis. O grande se torna diminuto, e o pequeno torna-se gigantesco. Ao compreender tal fato, compreendo que sou apenas integrante de um grande elenco.
Assim, satisfeito com esse turbilhão de idéias novas e raras, sorrio. Não que o mundo mude com minha subjetivação da realidade. Quem muda sou eu, que prefiro a alegria de ver a arte na vida e no viver a enxergar o mundo em tons de cinza.Entre as viagens que faço e as pessoas que conheço me realizo, de pés descalços, com o vento batendo na cara, meditando e transcendendo. Quero poder ser tudo, quero não ser nada. E quem sabe descobrindo tudo o que não sou, consiga chegar a essência pura e simples de existir.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
O dinheiro não era nada, o poder não era nada. Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.
A beleza não era nada. Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.
Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente.
Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.
A felicidade é amor, só isto.
Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Inversão
sábado, 9 de janeiro de 2010
{...}
Corre rápido, voa alto, vai longe. Vive, espírito livre. Seja. Deseje esperança. Não cansa. Imortal. Amoral. Atemporal. Essência. Internamente sorridente. Só. Único, singelo, singular. Vá encontra teu lugar. Não fique a vagar. Esse mundo é pouco pra tua alma. O amor é só tristeza pra você que deseja infinidades de sentimentos. Vai correndo. Corta o vento. Muda! Muda esse mundo mudo. Palavras não te servem. Só palavras não descrevem. Desarruma a frase. Troca a ordem das letras. Muda o sujeito e o verbo. Sujeite-se a mudar. Floresça em muitas primaveras. Descanse nos verões. Reflita nos invernos. E reinvente-se nos outonos. Cresça, apareça, levanta a cabeça. A vida é bela. A vida não é ele ou ela. Seja ar, terra, fogo e água. Ser feliz sem mágoa. LIBERDADE. Inventa. Afinal quem é dono da verdade? Faz aquilo que tem vontade. Você é quem quiser. Homem ou mulher. Construa histórias. A vida não é feita apenas de vitórias. Vai lá. Vai tomar o que é seu por direito. Poe pra fora o que tem no peito. Seja antítese, elipse, metáfora. O mundo está ai fora. A espera de quem estiver disposto. A sentir o vento no rosto. Sem se preocupar com desgosto. A vida é caótica, sem regras. Precisa somente existir. Felicidade, tristeza, vida. São apenas palavras. Até mesmo esse texto. Não passa de retórica. Apenas letras organizadas
sábado, 26 de dezembro de 2009
Muda Mundo. Mudo!
Esses dias parei pra pensar na vida. Fiz uma análise de tudo que passei. Horas, dias, meses, anos. Percebi que cada hora foi uma história, cada dia uma alegria, os meses foram lições, e os anos mudanças. Sorri, chorei, caí, aprendi, mas acima de tudo vivi. E vi que sou como qualquer coisa. Feito de estações. Passei um inverno triste, cinza e amargo. Quis lutar contra o tempo e a verdade. Chorei. Me culpei! Quis que o frio passasse. Entretanto, quando parei de pensar no frio consegui me aquecer. Consegui esquecer. Não que não me importe mais com você. Apenas cresci. Deixei de projetar meus sonhos em alguém. Na real, acho que ao te perder acabei me encontrando. E sem perceber passei a ver flores. A vida desabrochou frente aos meus olhos como um botão de rosa. Quando esqueci do inverno, a primavera veio me abraçar. E depois de ter passado a estação cinza vi que não foi um período de luto. Foi antes vida. Vida que me ensinou a ser eu. Renasci! Tudo na vida é assim. O tempo sabe o que faz. O grande problema é querer que o tempo acelere. O grande problema é pensar que outros devem realizar os nossos desejos. Agradeço hoje, por ter te conhecido. Sou grato por contigo ter vivido. E acredite, enquanto fomos nós foi intenso, foi vida. Mas não vivo mais o nós. Aprendi a viver o eu. Agradeço pelo tempo, pelas gargalhadas, pelos beijos, pelas histórias e até pelas brigas que me ensinaram a viver. Agradeço acima de tudo porque você foi um passo a mais na minha história. Mas passou. Não sei se volta. Não sei nem se deve voltar. Por hora estou completo. Assim, só. Sou inteiro. Falo com sinceridade. E espero realmente que eu tenha sido algo mais que lembrança e pranto pra você. Mas entenda que o verão vai chegar e outras estações virão. E se for pra sermos nós mais pra frente, que seja, mas agora não. Vive você de um lado e eu do outro. Não sinto falta de ter perdido um romance. Sinto falta de ter perdido uma amiga. Mas cada um pensa como quiser não é mesmo? Bom é isso! Sentado aqui na frente da tela, pensando na vida, e escutando musica romântica. HAHAHA irônico não?!
Mas to aqui lembrando e sorrindo. E vendo que hoje não seria a mesma coisa, pois sou outro. Como poderia a história ser a mesma se são outros personagens? Até mesmo a musica já não é triste. Bom, espero que você consiga se encontrar também. Só depois de ter encontrado a mim mesmo é que me vejo capaz de encontrar alguém. Abraços e até uma próxima conversa que não seja virtual como essa, mas que seja tão sincera quanto. Felicidades para mim e pra você!



