sexta-feira, 2 de julho de 2010
Tempo, mano velho.
Se o tempo logo passa
E o relogio descompassa?
Tens o tempo de uma vida
A espera que decidas
Aquilo que a mente esquecida
Não sabe mais se é volta ou ida
Tic tac tic tac
Correm os ponteiros do relógio
Cortam as horas a cada segundo
Tempo por quê?
Se adianta ou atrasa
E então não há graça
Na vida nem na farsa?
Acaba vencendo a esperança
O coração esgotado se cansa
Quando o veneno sobe a lança
Tic tac tic tac
Passam os minutos, cessa o ódio.
Toda dor que rege esse mundo errante
Já é passado no próximo instante.
(i)ST(oé)ART(e)
Que parte de dentro pra marte.
Faz parte do parto de um novo partir.
Um novo partido onde a arte
parte do peito pra fora.
Bem aqui, bem agora!
Um presente singelo, formoso e belo.
A arte em preto, branco, azul e até amarelo.
Não interessam as cores,
o que importa são os elos.
Belos.
Que faço aos montes antes da partida
Dessa arte que chamo VIDA!
Vida Aquarela
domingo, 9 de maio de 2010
Dúvida

Dúvida (derivado do latim dubitare) é um estado mental ou uma emoção entre acreditar e desacreditar.
Se quero e não consigo, será que posso?
se quero, posso e consigo, será que mereço?
Se consigo e mereço, pq o medo?
e se o medo for só auto-defesa?
posso então nao dar o passo.
pode passar a vida toda sem que passe,
essa vontade de querer ter certeza.
e o beijo que como brasa queima
os lábios, o peito e a alma
não deixa que eu mantenha a calma
e se for pra sofrer, será que vale?
vai ser sempre essa a questão.
Flor, cor e calor.. ou dor e rancor
de qualquer maneira, que seja assim
Amor!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Auto-Flagelo Coletivo
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Autoritarismo Ideológico
“O autoritarismo ideológico, muitas vezes, se esconde em falsos discursos de liberdade.”
O que pode ser definido como liberdade?
Avisem-me caso eu esteja tomando decisões precipitadas, mas entendo como liberdade não só o fato de libertarmo-nos do Estado. A liberdade se faz em diversos níveis, não apenas no ideológico anti-estado. Tenho a concepção de que a liberdade se dá pelo livre conhecimento e pela ausência da carência de tutores. Logo, se uma pessoa pensa e age independentemente da influencia de tutores e segundo sua própria consciência, ou seja, de forma autônoma, presumo eu, que a liberdade está explicita.
Entretanto, muitas vezes vemos ao nosso redor certa crítica à maneira de expressar a liberdade. Tenho notado que muitos vem tentando delimitar os parâmetros do modo de se expressar a liberdade. O simples fato de rechaçar, repudiar ou mesmo ridicularizar uma determinada expressão de liberdade constitui o Autoritarismo Ideológico. Como posso defender a liberdade se não posso nem mesmo reconhecê-la quando demonstrada de outra forma? Proponho aqui uma análise. Será que conseguimos reconhecer a liberdade em outras “roupagens”, em outras formas de expressá-la? Ou ficaremos presos ao falso discurso, desmerecendo a expressão de liberdade que não a nossa própria?
A liberdade está na livre expressão, na liberdade política, no pensamento livre e solto, na arte como forma de manifestação.
Não há como padronizar a liberdade. Podemos expressar a liberdade mesmo em estruturas rígidas e aparentemente imutáveis. Ao reinventarmo-nos já estamos fazendo tal ato. Se a subjetividade é por natureza criadora, certamente é também livre. Acredito que a liberdade sendo um conceito subjetivo, assim como outros, como amor, amizade, entre outros, é também primordialmente criativa. Ou seja, assim como um sentimento como amizade para cada indivíduo tem um significado diferente, da mesma forma a liberdade também é subjetiva e individual, cabendo a cada individuo criar sua maneira de expressar a liberdade
Que seja expressa, sem barreiras, qualquer forma de liberdade. Qualquer manifestação artística e política que conteste as normas de sociedade, de mundo, de existir. Sem restrições, sem ridicularizações, sem hipocrisia quanto ao que é ser livre. E se cada um tiver a capacidade de se auto-analisar e descobrir se está tendo uma conduta ideológica autoritária repressiva, e através desta analise puder ponderar-se, acredito que aí sim poderemos então ser livres de Estado, tutores, opressores, repressores e todo tipo de padronização e delimitação do modo de pensar, ser, agir e existir.
“... o ser humano pensa, tem inteligência, consciência e vontade e é livre para a formação do seu convencimento. Assim, se eu prender uma pessoa num subterrâneo, amordaçada e acorrentada, essa pessoa continua livre, pois eu não acorrento seu pensamento, a formação de suas convicções e a formação interior da sua vontade.”
(Dalmo Dallari)
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Trips or Tripping (?!)
Amyr Klink
