quarta-feira, 7 de abril de 2010
Trips or Tripping (?!)
Amyr Klink
quarta-feira, 31 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Sinestesia
O gosto de pós festa na boca ressequida, sempre vem a me lembrar, que os fatos outrora importantes, agora não passam de meras representações cíclicas de organização social.
Levanto então, com a cabeça quase explodindo, latejando, com milhões de idéias e pensamentos em revolução, loucos para serem expostos ao mundo. Olho-me no espelho e já não tenho mais aquela vontade de ser alguém. Vejo que desse todo imenso sou parte única, singular e fundamental.
Mergulhado então nesse existencialismo alcoólico e anônimo sigo tentando compreender esse mundo medíocre.
Percebo que esse admirável mundo não é nada novo.
Saio então, desse estado de coma a que fomos submetidos. Procuro encontrar novos caminhos. Reinvento-me, recrio-te. Faço minha vida, baseado em meu mundo.
Não contente de estar lúcido em meio a essa multidão de cabresto, tento alertá-los de sua estupidez. Mas como aquele que joga perola aos porcos me sinto, contando parábolas aos surdos.
Percebo, porém, que mesmo nesse mundo hostil e mediano há uma possível forma de se reinventar. Renovam-se a cada momento minhas percepções fragmentadas dessa realidade. Contudo, não é a vida que muda simplesmente. A beleza do mundo não está implicitamente nele próprio. A beleza parte dos olhos de quem se propõe a ver a vida de maneira diferente.
Assim sendo, enxergo cores onde de fato não haveria. Ouço música em meio ao transito ensurdecedor. Vejo a arte em cada objeto. É então, quando a imaginação e o conhecimento se cruzam, trazendo a inversão dos papeis. O grande se torna diminuto, e o pequeno torna-se gigantesco. Ao compreender tal fato, compreendo que sou apenas integrante de um grande elenco.
Assim, satisfeito com esse turbilhão de idéias novas e raras, sorrio. Não que o mundo mude com minha subjetivação da realidade. Quem muda sou eu, que prefiro a alegria de ver a arte na vida e no viver a enxergar o mundo em tons de cinza.Entre as viagens que faço e as pessoas que conheço me realizo, de pés descalços, com o vento batendo na cara, meditando e transcendendo. Quero poder ser tudo, quero não ser nada. E quem sabe descobrindo tudo o que não sou, consiga chegar a essência pura e simples de existir.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
O dinheiro não era nada, o poder não era nada. Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.
A beleza não era nada. Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.
Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente.
Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.
A felicidade é amor, só isto.
Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Inversão
sábado, 9 de janeiro de 2010
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Corre rápido, voa alto, vai longe. Vive, espírito livre. Seja. Deseje esperança. Não cansa. Imortal. Amoral. Atemporal. Essência. Internamente sorridente. Só. Único, singelo, singular. Vá encontra teu lugar. Não fique a vagar. Esse mundo é pouco pra tua alma. O amor é só tristeza pra você que deseja infinidades de sentimentos. Vai correndo. Corta o vento. Muda! Muda esse mundo mudo. Palavras não te servem. Só palavras não descrevem. Desarruma a frase. Troca a ordem das letras. Muda o sujeito e o verbo. Sujeite-se a mudar. Floresça em muitas primaveras. Descanse nos verões. Reflita nos invernos. E reinvente-se nos outonos. Cresça, apareça, levanta a cabeça. A vida é bela. A vida não é ele ou ela. Seja ar, terra, fogo e água. Ser feliz sem mágoa. LIBERDADE. Inventa. Afinal quem é dono da verdade? Faz aquilo que tem vontade. Você é quem quiser. Homem ou mulher. Construa histórias. A vida não é feita apenas de vitórias. Vai lá. Vai tomar o que é seu por direito. Poe pra fora o que tem no peito. Seja antítese, elipse, metáfora. O mundo está ai fora. A espera de quem estiver disposto. A sentir o vento no rosto. Sem se preocupar com desgosto. A vida é caótica, sem regras. Precisa somente existir. Felicidade, tristeza, vida. São apenas palavras. Até mesmo esse texto. Não passa de retórica. Apenas letras organizadas
